"show" dos reis da logística - FM - Faculdade Mental

Loading...

e ditor ia l

buscar:

TODAS AS COLUNAS

O K G ER AL

c a ntinho do hum or



c oluna do c a na lha

03/03/2018 O CARNAVAL ACABOU, MAS MUITA GENTE NÃO QUER ABRIR MÃO... >>

e u digita l fa lou no FM? tá fa la do! fa ze ndo dir e ito

03/03/2018 NÃO É INTERVENÇÃO MILIAR, É UMA INTERVENÇÃO FEDERAL. >>

for m a ndos & for m a dos fute bol s how m a nc he te s da s e m a na

14/02/2018 INTERPRETAÇÕES DIFERENTES >>

m a r ile ne c a r olina nos s os c olunis ta s pe ns e ! r a pidinha s

últim os pos ts

O SHOW DOS "REIS" DA LOGÍSTICA LXXVII... 25/06/2009 - F O R MA N D O S & F O R MA D O S

14/02/2018 INDIVIDUALIDADE DIGITAL!!! >>

L O G IST IC A IN O VA D O R A ( C H A N EL F IO L E D ESIG N C O N C EPT )

fa le c onos c o

tur m a s do FM

Troque uma idéia com o Cara, Carinha e Canalha, 24 horas por dia.

a je nte he r r a m os

En g lish :

fotos de e v e ntos

h t t p : //w w w .w o rld carf an s.co m /9090326.021/st u d en t - d esig n - ch an el-

tr a ba lhos public a dos

f io re- co n cep t - in - vid eo H o n g ik U n iversit y - h t t p : //w w w .h o n g ik.ac.kr/en g lish _n eo /

his tór ic o “O jornal paralelo oficial dos alunos da FNH”?

J iny oung J o é uma des igner da U niv er s idade H ong- ik , na Kor ea do Sul, e es ta é a s ua c r iaç ão: o C hanel F iole. As s im c omo o tr abalho de C oc o

c r é ditos

C hanel, o des ign des te c ar r o é c entr ado na s implic idade das linhas e “ o

Por trás de um grande site tem

melhor do pr eto e br anc o” . C omo todo bom c onc eito ele pr ima pelo flux o de sempre uma grande empresa, clique e veja. ar . Pos s ue apenas 3 lugar es , dois na fr ente e um c entr aliz ado na par te

tr as eir a. L eia m ais: h t t p : //revist aau t o esp o rt e.g lo b o .co m /R evist a/A u t o esp o rt e/0,,EMI6620410142,00.h t m l Vid eo e m ais f o t o s: h t t p : //w w w .w o rld carf an s.co m /9090326.021/st u d en t - d esig n - ch an elf io re- co n cep t - in - vid eo H o n g ik U n iversit y - h t t p : //w w w .h o n g ik.ac.kr/en g lish _n eo /

N O VO Ô N IB U S L O N D R IN O O tr adic ional ônibus londr ino de dois andar es v ai pas s ar por uma r emodelaç ão. U ma c ompetiç ão lanç ada pelo pr efeito da c idade par a moder niz ar a fr ota ter minou c om dois pr ojetos v enc edor es . U m deles foi c r iado numa par c er ia entr e a montador a As ton Mar tin e o es c r itór io de ar quitetur a F os ter and Par tner s , que as s ina alguns dos pr ojetos mais ous ados de Londr es . O modelo tem pis o r ebaix ado de madeir a r ec ic lada, teto de v idr o c om painéis s olar es , baix a emis s ão de poluentes e banc os de c our o r ec ons tituído. O s nov os ônibus s ó dev er ão r odar a par tir de 2011. F onte: F ala Mundo - C els o Mas s on - Époc a - Ediç ão 579. Veja f o t o s: h t t p : //w w w .f o st eran d p art n ers.co m /N ew s/363/D ef au lt .asp x C A C H O R R O N ET E O que é: U m patinete pux ado pelo s eu c ac hor r o. Q ual é o bar ato: Seu melhor amigo é hiper ativ o e tem um dono pr eguiç os o? Voc ês v ão ador ar es te patinete: o c ac hor r o fic a c onec tado a ele por uma fita e pode c or r er à v ontade ( v oc ê c ontr ola a dir eç ão pelo guidão) . O v eíc ulo tem um s is tema de amor tec imento par a ev itar pux ões quando v oc ê - ou ele - fr ear . D og Sc ooter - N os EU A = R $ 1.200. h t t p : //w w w .d o g p o w ered sco o t er.co m / F onte: Super Inter es s ante - Ediç ão 266 - J unho 2009.

C U ID E D O SEU B O L SO E D O PL A N ET A JÁ ! F aç a o dow nload gr atuito no s ite h t t p : //w w w .red et res.co m /. ( C O LABO R AÇ ÃO : PR O F ESSO R A AD R IAN A F ILET O )

JO R N A L IST A SEM D IPL O MA N Ã O T EM F U T U R O Pr ofes s or de H ar v ar d, o ps ic ólogo H ow ar d G ar dner ganhou notor iedade mundial ao dis s eminar o c onc eito de inteligênc ias múltiplas - em pouc as palav r as , a inteligênc ia s e manifes ta das mais difer entes for mas , inc lus iv e na habilidade c omo s e mov e o c or po num c ampo de futebol. Veja a r enda mendal de jogador es que des pr ez ar am a es c ola c omo Adr iano ( R $ 300 mil) ou R onaldo ( R $ 1,1 milhão) - agor a, c ompar e c om s alár io de um pr ofes s or doutor da U SP, c om dedic aç ão integr al ( R $ 6,7 mil) . Imagine quantos times de pr ofes s or es s er iam nec es s ár ios par a ganhar o s alár io dos dois jogador es . O ps ic ólogo afir ma que uma das habilidades fundamentais no mer c ado de tr abalho é a " mente s intetiz ador a" . Por is s o, apes ar da dec is ão do Supr emo T r ibunal F eder al, na s emana pas s ada, de per mitir que até um jov em c om ens ino médio ( ou menos ) tr abalhe numa R edaç ão, o jor nalis ta não ter á futur o s em, no mínimo, um diploma. Pr ov av elmente o menos impor tante des s es diplomas s eja o de jor nalis mo. Mente s intetiz ador a é a habilidade de ex tr air o que é es s enc ial do amontoado c ada v ez maior de infor maç ões des pejada diar iamente pelos mais difer entes meios . Par a G ar dner , o pr ofis s ional do futur o dev er á ter es s a " mente" ou, pelo menos , s er as s es s or ado por alguém que a tenha, do c ontr ár io tende a fic ar par alis ado entr e as múltiplas alter nativ as . Par a nenhuma ativ idade pr ofis s ional, o des afio de lidar c om o ex c es s o de infor maç ão ( e, por tanto, ex er c er a c apac idade de s íntes e) é tão pes ado c omo par a os jor nalis tas . Afinal, a impr ens a é e s er á o gr ande filtr o, s eja no papel, no r ádio, nas telas da telev is ão ou do c omputador . O jor nal " T he N ew Yor k T imes " inv entou, no mês pas s ado, um nov o c ar go: editor a de " mídia s oc ial" . Sua mis s ão: nav egar pelo labir into das r edes de inter net c omo O r k ut, F ac ebook , T w itter , além da flor es ta de blogs , e des c obr ir infor maç ões e tendênc ias . Q uem es tá ac ompanhando as manifes taç ões do Ir ã, v ê o papel des s as r edes diante da pr oibiç ão de div ulgaç ão de notíc ias . N ão s e des env olv e a c apac idade de s íntes e s em um longo tr eino de as s oc iaç ão de dados , ideias e c onc eitos , o que ex ige uma v iv ênc ia de ens ino s uper ior , c om c ar gas de leitur a e dis s er taç ões apr ofundadas . D es env olv e- s e, aí, a c ompetênc ia par a identific ar , r elac ionar e s elec ionar , a par tir de pr oblemas c omplex os . D aí que o aluno que pas s ou a v ida dec or ando par a faz er pr ov as tem até a c hanc e de entr ar numa boa fac uldade, mas c or r e o r is c o de quebr ar a c ar a no mer c ado de tr abalho. O fim da obr igator iedade do diploma r es ponde a es s a demanda dos meios de c omunic aç ão: a aber tur a par a pr ofis s ionais ou ac adêmic os das mais div er s as ár eas , es pec ializ ados em deter minados as s untos , c apaz es de ac ompanhar melhor a v eloc idade do c onhec imento. É bem difer ente de c er tos tempos em que s e ac eitav am, s em maior es pr oblemas , r epór ter es talentos os par a des c obr ir o futur o, mas inc apaz es de es c r ev er ; hav ia, na R edaç ão, pr ofis s ionais pagos par a es c r ev er a matér ia, c hamados " c opides que" . O jor nalis ta de qualidade s er á obr igado a s e r ec ic lar per manentemente, mantendo- s e ligado a algum nív el de v ida ac adêmic a. É apenas c ons equênc ia óbv ia da er a da apr endiz agem per manente. O u s eja, um diploma é pouc o. O pr es idente do ST F , G ilmar Mendes , ao jus tific ar o fim do diploma, c ompar ou o jor nalis ta ao c oz inheir o. T ambém não ac r edito que um c oz inheir o, no futur o, pr os per e s em diploma de ens ino s uper ior . Ao c ontr ár io do que s e pens a, o fim do diploma dev e ajudar os c ur s os de jor nalis mo. Bas ta ler um tex to univ er s itár io par a v er a inv iabilidade da linguagem ac adêmic a na mídia. O s pr ofis s ionais que des ejar em pr os per ar numa R edaç ão ter ão de r ec ic lar s ua linguagem e lidar c om as téc nic as de c omunic aç ão; o ac adêmic o tem a r ev er ênc ia do pr oc es s o; o c omunic ador , a do ins tante. Minha apos ta é que s er ão c r iados c ur s os de c ur ta dur aç ão, no es tilo s equenc ial, c om foc o no mer c ado de tr abalho. C om a dec is ão do ST F , tir ando os c or por ativ is tas , todos s aír am ganhando a c omeç ar do leitor . PS - Minha apos ta: os c ur s os de jor nalis mo mais pr oc ur ados s er ão uma v er s ão um pouc o mais ampliada dos tr einamentos ofer ec idos atualmente em jor nais e algumas r ev is tas . O u s eja, c entr ados na pr átic a e no c ontato c om jor nalis tas em ativ idade. F or a dis s o, é par a quem pr oc ur a faz er tes es de doutor ado ( o que, diga- s e, é impor tante) . O u jogar dinheir o for a. É mais uma panc ada c ontr a a pr aga do c or por ativ is mo que, na s emana pas s ada, lev ou mais c utuc ões , entr e os quais a div ulgaç ão dos s alár ios dos s er v iç os munic ipais pela Pr efeitur a de SP e o anúnc io da obr igator iedade de ex ames par a dir etor es r egionais de ens ino e de s aúde, além dos dir etor es dos hos pitais da r ede públic a paulis ta. Vamos , aos pouc os , apr endendo a v alor iz ar o mér ito par a defender a c oletiv idade, es pec ialmente os mais pobr es . Par a c ompletar , alunos s e mobiliz ar am c ontr a a gr ev e na U SP. G ilber to D imens tein (h t t p : //w w w .d im en st ein .co m .b r/) - F onte: F olha de S.Paulo - 21/06/09.

Q U E U N IVER SID A D E É ESSA ? A U SP é a melhor univ er s idade da Amér ic a do Sul. E é a únic a univ er s idade públic a br as ileir a que não tem eleiç ões dir etas par a r eitor . Es s es dois tr aç os es tão ligados ou não? Par te da c omunidade ac r edita que ela é a melhor por que não c ai na demagogia. O utr a par te ac ha que não ter eleiç ões dir etas é s ér io défic it democ r átic o. Muito da dis c us s ão s e dev e a uma c onfus ão entr e poder e autor idade. N a ac ademia, o que c onta é autor idade. T er autor idade não é mandar . " Auc tor itas " é algo difus o. Vem do latim " auger e" - c r es c er , des env olv er , animar , embelez ar - , que, por s inal, também dá " augus to" . Ex pr es s a um s entido mor al, um r es peito à qualidade. Pas s a pelo r ec onhec imento do mér ito no pens ar , no c r iar . N a democ r ac ia, o poder v em da eleiç ão. Mas nem v oto nem nomeaç ão dão autor idade. D entr o da ac ademia, um poder s em autor idade é v az io. U ma univ er s idade ou um depar tamento c hefiados por quem não tem autor idade ac adêmic a per de em r es peito. Pov o U SP As s im, pr imeir o ponto: uma univ er s idade dev e ter qualidade. Es s e é o s eu difer enc ial es pec ífic o. D ev e for mar bons alunos , mas , s e tiv er ambiç ão de lider anç a, dev e for mar doutor es muito bons e faz er pes quis a entr e boa e ótima. Is s o a U SP faz . Segundo: " democ r ac ia" , o poder do pov o, ex ige uma per gunta. O que é o pov o? H á um " pov o U SP" , c ompos to de s eus doc entes , func ionár ios e alunos , que ter ia o dir eito étic o de eleger a dir eç ão da univ er s idade? N ão. O pov o que ex is te é o paulis ta, que s us tenta a U SP. O s s er v idor es , doc entes ou não, que ele paga, e os alunos , que r ec ebem de gr aç a um ens ino muito bom, não s ão um pov o. N inguém de nós c ogitar ia que a dir eç ão das s ec r etar ias de Es tado fos s e eleita por s eus func ionár ios , ou a dos hos pitais pelos s eus s er v idor es . Mas , s e o r eitor da U SP fos s e nomeado ( e demitido) pelo gov er nador c omo um s ec r etár io de Es tado, s er ia um des as tr e. A autonomia é nec es s ár ia - jus tamente, por que a univ er s idade s e dis tingue por s ua qualidade. Sou c ontr a a " mer itoc r ac ia" . N uma democ r ac ia, o poder ( " k r atos " ) é do pov o. T er poder implic a definir metas par a o gov er no. A univ er s idade é um meio ex c elente par a c er tos fins que nos s a s oc iedade c ons ens uou democ r atic amente: for maç ão de pr ofis s ionais ( na gr aduaç ão) e, nas melhor es ins tituiç ões , for maç ão de pes quis ador es e av anç o na pes quis a. Sendo um meio, a univ er s idade tem de s er muito boa. D aí que nela dev a c ontar não o poder , mas a autor idade. O gov er nador r ec ebe poder do pov o. J á a autonomia da univ er s idade dec or r e de s ua autor idade. Is s o a dev e afas tar dos c onfr ontos par tidár ios - c ujo lugar c or r eto es tá na dis puta pelo poder polític o. A pes quis a pós - gr aduada c ons titui o s egr edo inter no da boa univ er s idade. N inguém s abe dis s o for a dela. Q uando a impr ens a ou os polític os s e debr uç am s obr e as univ er s idades , quando dis c utem v es tibular ou c otas , pens am na gr aduaç ão. Mas o que dis tingue uma univ er s idade em s egundo gr au - is to é, aquela que for ma quadr os par a s er em c r iadas e des env olv idas outr as ins tituiç ões de ens ino s uper ior , faz endo o que c hamamos de " nuc leaç ão" ( is to é, for mar núc leos de bons doc entes ) - é s ua pujanç a na pós - gr aduaç ão. E is s o por que, no Br as il, à difer enç a dos EU A, quas e toda a pes quis a, inc lus iv e par te da tec nológic a, s e faz nas univ er s idades . Mas quem é o s ujeito da autonomia, quem - dentr o da univ er s idade- detém legitimidade par a, em nome dela ( " autos " ) , dar - lhe s uas r egr as , s uas leis ( o " nomos " ) ? Aqui es tá o pr oblema. N es te ano, ter emos a s ex ta eleiç ão par a r eitor por r egr as que faz em c om que, depois de um pr imeir o tur no em que v otam mais de 1.200 membr os das c ongr egaç ões e c ons elhos , o nome s e defina num s egundo tur no r es tr ito aos 256 membr os dos c ons elhos c entr ais . D as c inc o eleiç ões r ealiz adas des de 1989, s ó numa v enc eu um c andidato de opos iç ão ao r eitor . Milhar es de doc entes doutor es nem s equer v otam no pr imeir o tur no, e o s egundo tur no é pr óx imo demais do poder . Is s o não é bom. Afas ta o r eitor da c omunidade. T al s ituaç ão fav or ec e a gr ev e de ( quas e) todo outono e a r eiv indic aç ão, que não tem apoio da maior ia ac adêmic a, por eleiç ões dir etas . Por que digo que não tem apoio? Por que em nenhuma es c olha depois de 1985 houv e um c andidato s equer que fos s e à c ons ulta dir eta. T odos ac eitar am as r egr as do jogo. Mas fic ou uma dis tânc ia entr e o r eitor e s ua c omunidade, que o enfr aquec e. O utr o s is tema N a c omunidade ac adêmic a, muitos não ac eitam eleiç ões dir etas . Vár ios bons pes quis ador es pr efer ir iam um s is tema que func iona bem, for a da Amér ic a Latina: o do c omitê de bus c a que entr ev is ta os s elec ionados e, em r az ão de s eu c ur r íc ulo e de s eus pr ojetos , es c olhe o r eitor . Mas não c r eio que es s e s is tema func ione aqui, por que c ontr ar ia as tr adiç ões c ons tr uídas nas últimas déc adas e que tendem à eleiç ão. N os s o s is tema foi tes tado, es tá s uper ado e defendo s ua mudanç a par a o futur o. Mudá- lo a quatr o mes es das eleiç ões s er ia ilegítimo. Mas ele pr ec is a s er ampliado. C onc luindo: pr imeir o, toda e qualquer mudanç a na dir eç ão da univ er s idade s ó ter á v alor s e aumentar , e não diminuir , a qualidade da pes quis a c ientífic a que faz emos . É por is s o que muitos s e opõem à eleiç ão dir eta, na qual v eem a s ubor dinaç ão da qualidade a ques tões polític as , a r eduç ão da autor idade ao poder . Segundo, pr ec is a aumentar s ens iv elmente o c olégio que es c olhe o r eitor . Pes s oalmente, defendo que um c olégio mais amplo - que inc lua os membr os dos c ons elhos depar tamentais e das c omis s ões es tatutár ias nas fac uldades - v ote no pr imeir o tur no; que o s egundo tur no também s e amplie, talv ez c om o mes mo c olégio; e que s e negoc ie c om o gov er nador a s ubs tituiç ão da lis ta tr íplic e por uma r epr es entaç ão da s oc iedade no c olégio eleitor al, de modo que a eleiç ão do r eitor s e c omplete pelo v oto. H á, s em dúv ida, outr as pr opos tas de ampliaç ão. Mas qualquer mudanç a na eleiç ão s ó tem s entido s e for par a aumentar a legitimidade do r eitor - faz êlo mais r epr es entativ o, s im, mas lhe dar maior " auc tor itas " . N a U SP, a autor idade foi par a os líder es de bons gr upos de pes quis a. A r eitor ia pr ec is a r ec uper ar a lider anç a, mas es ta não é ques tão de poder , e, s im, de qualidade. R enato J anine R ibeir o é pr ofes s or titular de étic a e filos ofia polític a na U SP e foi dir etor de av aliaç ão da C apes entr e 2004 e 2008. É autor de " O Afeto Autor itár io" ( ed. Ateliê) . F onte: F olha de S.Paulo - 21/06/09. O A f et o A u t o rit ário - h t t p : //w w w .at elie.co m .b r/lo ja/p ag in a.p h p ? p ag =d et l& cd p =439

U SP U SP U SP C O MPA R A D A

A c onv ite da F olha, Mar ia Lúc ia Pallar es - Bur k e, Leopoldo Ber nuc c i e Katia Mattos o dis c utem o que difer enc ia a pr inc ipal univ er s idade br as ileir a de s uas c ongêner es em C amdr idge, Par is e C alifór nia. T r ês r enomados ac adêmic os r es pondem ao s eguinte ques tionár io: 1 - C omo av alia a atual gr ev e da U SP e os c onfr ontos dela dec or r entes ( c omo entr e r eitor ia e gr ev is tas ) ? 2 - Em que uma gr ev e em univ er s idades es tr angeir as difer e de uma gr ev e na U SP? 3 - C omo av alia o s is tema univ er s itár io br as ileir o em c ompar aç ão aos es tr angeir os ? 4 - G r ev is tas ar gumentam que o c ar go do r eitor da U SP não r epr es enta a ins tituiç ão, pelo fato de a es c olha do c ar go s er feita pelo Poder Ex ec utiv o. Q uais c r itér ios nor teiam a es c olha de pr ofes s or es nas univ er s idades em que tr abalhou? 5 - Q ual é a imagem da univ er s idade públic a br as ileir a junto das ins tituiç ões ac adêmic as es tr angeir as ? Em s ua opinião, ela tem ampliado s eu r es paldo c ientífic o- ins tituc ional no ex ter ior ?

U n iversid ad e d e C am b rid g e p o r Maria L ú cia Pallares- B u rke Leia abaix o tr ec hos da entr ev is ta c onc edida pela his tor iador a Mar ia Lúc ia Pallar es - Bur k e. ( EU C LID ES SAN T O S MEN D ES) 1 É difíc il, ou mes mo impos s ív el, av aliar de longe a atual gr ev e da U SP. Mas c onfes s o que tenho a tr is te s ens aç ão de um " dejà v u" . T enho r ec ebido c omunic ados da r eitor ia dir igidos ao " c ar o s er v idor " , jus tific ando a pr es enç a da Políc ia Militar no c ampus c omo algo que s e tor nou nec es s ár io par a a " defes a dos pr inc ípios democ r átic os " - dev ido a aç ão de " gr upos de militantes polític os pr ofis s ionais " , que há déc adas es tar iam atuando na univ er s idade. Por outr o lado, também r ec ebo infor maç ões de pr ofes s or es e es tudantes da U SP que apr es entam um quadr o totalmente difer ente, em que o dir eito democ r átic o par a demons tr aç ões [de ins atis faç ão] e gr ev es es tar ia s endo enfr entado pela dir eç ão da univ er s idade c om autor itar is mo, ins ens atez e v iolênc ia. 2 F ala- s e hoje no R eino U nido em uma r edes c ober ta do poder da aç ão dir eta, da aç ão das gr ev es , em v ár ios s etor es , inc luindo fábr ic as e univ er s idades , e env olv endo piquetes c omo for ma de per s uas ão. Es s e foi o c as o da r ec ente gr ev e do metr ô de Londr es [em 10/ 6], mas s em que is s o des enc adeias s e v iolênc ia polic ial. N es te ano, por ex emplo, houv e uma onda de gr ev es e de oc upaç ões , muitas c om r es ultados , não s ó na indús tr ia c omo nas univ er s idades . N o c as o das indús tr ias , tr atav a- s e, em muitos c as os , de r eaç ão às medidas tomadas por s eus dir igentes diante da c r is e ec onômic a - c omo des pedir empr egados s em av is o pr év io e s em pagamento. N o c as o das univ er s idades , de janeir o a mar ç o des te ano, houv e o que tem s ido des c r ito c omo a " maior onda de oc upaç ões de univ er s idades " des de a déc ada de 1960. N aquela époc a, o motiv o pr inc ipal er a [a manifes taç ão c ontr a] a G uer r a do Vietnã [1957- 75], enquanto nes te ano tem s ido a v iolênc ia c ontr a os pales tinos em G az a. Em 35 univ er s idades br itânic as , es tudantes inv adir am par te de s uas unidades e em muitas delas obtiv er am ganhos c omo, por ex emplo, bols as de es tudos par a pales tinos . As gr ev es de pr ofes s or es no R eino U nido s ão or ganiz adas nac ionalmente pela As s oc iaç ão dos Sindic atos de Pr ofes s or es U niv er s itár ios e, pelo que s ei, for am eles que or ganiz ar am as últimas gr ev es de 2006 e 2004 par a r eiv indic ar aumento de s alár io. A gr ev e c ons is tia na não entr ega das notas dos ex ames finais dos alunos . Es s as dis putas for am, e têm s ido, ger almente r es olv idas por negoc iaç ões , s em nenhuma par tic ipaç ão da políc ia - algo impens áv el aqui. N o c as o dos es tudantes , apes ar de também hav er uma as s oc iaç ão nac ional, as aç ões s ão em ger al tomadas s epar adamente em c ada univ er s idade. N or malmente, não faz em gr ev es pr opr iamente, mas o que c hamam de " s itin" , ou s eja, inv as ões de pr édios do c ampus , que v ão des de s alas de aula, teatr os e es c r itór ios adminis tr ativ os até as s alas do pr ópr ios r eitor es . 3 C ompar ando as melhor es univ er s idades br itânic as c om as melhor es br as ileir as , o que c hama a atenç ão, no c as o do Br as il, é a c ombinaç ão de ex c elênc ia c om falta de r ec ur s os . A quantidade de dinheir o pr iv ado e públic o que, por ex emplo, a U niv er s idade de C ambr idge r ec ebe par a pes quis a - que per mite hav er um pr ofes s or par a c ada dez alunos e r iquís s imas bibliotec as nec es s ar iamente r eper c ute na s ua pr oduç ão. 4 O r eitor não é eleito dir etamente pela c omunidade ac adêmic a. É anunc iado o pos to, e um c omitê de pr ofes s or es analis a as " applic ations " [pedidos de c andidatur a]. O c omitê lev a em c ons ider aç ão s obr etudo a c apac idade adminis tr ativ a dos c andidatos . Aqui os pos tos univ er s itár ios têm de s er anunc iados public amente nos jor nais e todos os c andidatos dev em s ubmeter , junto c om s eus papéis , uma lis ta de pes s oas a quem a ins tituiç ão pedir á r efer ênc ias . O s c andidatos s elec ionados s ão entr ev is tados e faz em, em ger al, uma apr es entaç ão públic a de s eu pr ojeto de tr abalho ou dão uma aula. Em ger al, após tr ês anos , a pes s oa pode s er efetiv ada. N es s e pr oc es s o de s eleç ão, as r efer ênc ias s ão es s enc iais e pr iv ilegiam aqueles que têm o r es paldo dos nomes mais eminentes no s eu c ampo. Is s o s ignific a que quem fez o doutor ado na Inglater r a, e es pec ialmente c om um s uper v is or de r enome, tem uma gr ande v antagem em r elaç ão a outr os c andidatos v indos de ins tituiç ões de menor pr es tígio ou menos c onhec idas . H á também a ques tão c ultur al, pois mes mo uma pes s oa de r enome de outr a c ultur a dific ilmente s aber á es c r ev er a c ar ta no tom e nos diz er es que r eper c utem pos itiv amente entr e os ex aminador es loc ais . Q uanto à av aliaç ão das v ár ias univ er s idades , is s o é feito a c ada c inc o anos , quando os depar tamentos s ão ex aminados por ac adêmic os de outr as ins tituiç ões . A v er ba dada pelo gov er no a c ada ins tituiç ão depende do r es ultado des s e Ex er c íc io de Av aliaç ão de Pes quis a, que data dos anos 1980. 5 Muitas pes s oas das univ er s idades ingles as nada s abem s obr e a U SP e des c onhec em o fato de ela s er a melhor univ er s idade da Amér ic a do Sul, s egundo pes quis a de 2008 [r ealiz ada pelo Ins titute of H igher Educ ation da Shanghai J iao T ong U niv er s ity ] s obr e as melhor es univ er s idades do mundo [a U SP s ubiu da 128ª par a a 121ª pos iç ão no r ank ing]. C om c er tez a há c ientis tas que c onhec em alguns de s eus labor atór ios e equipes de pes quis a, mas , de modo ger al, e es pec ialmente no c ampo das humanidades , o des c onhec imento é gener aliz ado. H av er ia, pois , muito a s er feito par a difundir no ex ter ior as r ealiz aç ões da U SP. E is s o tem de par tir do Br as il, pois s e tr ata de lutar c ontr a um des inter es s e e uma ignor ânc ia s ec ular es s obr e a c ultur a br as ileir a. Mar ia Lúc ia Pallar es - Bur k e é pr ofes s or a apos entada da U SP e pes quis ador a as s oc iada do C entr o de Es tudos Latino- Amer ic anos da U niv er s idade de C ambr idge. É autor a de " G ilber to F r ey r e - U m Vitor iano dos T r ópic os " ( ed. U nes p) , entr e outr os liv r os . F onte: F olha de S.Paulo 21/06/09. " G ilber to F r ey r e - U m Vitor iano dos T r ópic os " ( ed. U nes p) h t t p : //w w w .ed it o rau n esp .co m .b r/t it u lo _view .asp ? ID T =655

U n iversid ad e d e Paris p o r K at ia Mat t o so A s eguir , leia tr ec hos da entr ev is ta c onc edida por telefone pela his tor iador a Katia Mattos o. ( ER N AN E G U IMAR ÃES N ET O ) 1 Sempr e s e diz que o gov er no feder al atual dev e muito ao pr ofes s or ado da U SP. Em tor no do pr es idente [Lula], pelo menos nos pr imeir os anos , hav ia uma pr es enç a muito mar c ante de doc entes , pr inc ipalmente da U SP, das ár eas de s oc iologia, his tór ia etc . N ão s ei s e c ontinua as s im... O utr a c ois a é a c ons c iênc ia polític a que s e tem e as r eaç ões diante de pr oblemas que s ão, na r ealidade, de s obr ev iv ênc ia. Mas é um pr oblema em todo o mundo. Eu, por ex emplo, ens inei na Sor bonne, uma das mais tr adic ionais e mais ar c aiz antes , do ponto de v is ta polític o, univ er s idades de Par is . N es s a univ er s idade, houv e uma gr ev e inic iada em fev er eir o e que ter minou há apenas tr ês s emanas [no final de maio, as aulas for am r etomadas , mas ainda há pr otes tos ]. N as gr ev es , as lider anç as s ão uma minor ia muito bem pr epar ada par a mobiliz ar os alunos . Eles têm téc nic a, s abem c omo dev em faz er . N a Sor bonne é as s im também. 2 N o c as o da Sor bonne, as r eiv indic aç ões não er am s alar iais , mas s im c ontr a o gov er no, que quer ia intr oduz ir medidas que não for am ac eitas pelos pr ofes s or es , s obr e tr ans for maç ão no func ionamento dos depar tamentos . Em todos os país es que c onheç o, mes mo na G r éc ia [onde v iv e], a gr ev e é uma c ois a r ec or r ente, que pas s ou a s er um r ec ur s o mes mo par a ques tões que poder iam s er s oluc ionadas muito r apidamente. F alta boa v ontade par a o diálogo entr e os que faz em r eiv indic aç ões e os que es tão do outr o lado. N a G r éc ia, v i gr ev es dur ar em s eis mes es . São apoiadas pelo c or po dis c ente. N a F r anç a, es s a foi uma gr ev e de pr otes to pela s ober ania da univ er s idade em r elaç ão ao minis tér io da Educ aç ão, que quis faz er r efor mas s em s e hav er entendido c om o c or po doc ente. O ac or do foi entr e o c or po doc ente e o c or po dis c ente; for mou- s e uma r es is tênc ia muito gr ande. É inter es s ante que a ades ão foi de todas as par tes : da mais ex tr ema es quer da à mais ex tr ema dir eita. N a G r éc ia também há c ons ens o entr e es tudantes e pr ofes s or es . A s ituaç ão não é c omo antigamente, quando hav ia mais gr ev e de es tudantes que de pr ofes s or es . 3 As univ er s idades r ec ebem muito mais alunos do que r ealmente pode. H á uma des pr opor ç ão entr e o c or po doc ente e o dis c ente. A c ar ga hor ár ia de um pr ofes s or na Sor bonne é de s eis hor as por s emana, no máx imo inc luindo s eminár ios . E mes mo as s im os fr anc es es ac ham muito. 4 N a F r anç a o r eitor é eleito pelo c or po doc ente e pelo c or po dis c ente, por meio de c ons elhos . O gov er no não pode faz er nada, pois as univ er s idades s ão independentes - a independênc ia data da époc a mediev al: ninguém toc a nelas . É o modelo mais apr opr iado. Q ue c onhec imento tem o gov er nador da r ealidade de uma univ er s idade par a julgar quem s er ia o mais c apaz par a ela? 5 Q uando fui c andidata ao pos to de his tór ia do Br as il [na Sor bonne], numa das ins tânc ias da univ er s idade que v otam pelos nov os pr ofes s or es alguém s e lev antou e objetou a meu nome por que " s oube" que eu s er ia de es quer da. Só por que eu v inha do Br as il, eu ter ia de s er de es quer da. N unc a fiz polític a nenhuma - não s ou de dir eita, tampouc o do Par tido C omunis ta... F O LH A - O s mov imentos gr ev is tas na F r anç a par tem de s indic atos ? MAT T O SO - D e s indic atos , s im, mas na Sor bonne todos ader ir am. Mas não tem nada a v er c om as gr ev es da époc a em que eu mor av a no Br as il. Após um mês , tudo entr av a em or dem; agor a, não: há um mal- es tar gener aliz ado. Q uando eu ens inav a no Br as il, as gr ev es dur av am muito menos tempo do que agor a. N a F r anç a os pr ofes s or es ir ão dar um mês e meio de aula par a c obr ir um s emes tr e; na G r éc ia é as s im também. H á que per guntar o que é que s e apr ende num s emes tr e des s es . O s pr ofes s or es , apes ar de ader ir em à gr ev e, no final s e s entem c ulpados , pois os alunos mal v eem a matér ia. F O LH A - Apes ar des s a pr eoc upaç ão, na gr ev e fr anc es a des te ano os alunos mantiv er am piquetes e fec har am ins tituiç ões ... MAT T O SO - Sim, hav ia inc lus iv e pr ofes s or es que dav am aulas for a da univ er s idade, por que es tav a fec hada. O mais inter es s ante é que a gr ev e na Sor bonne c omeç ou c om gente mais à es quer da, mas todo o c or po doc ente ader iu - c om r ar ís s imas ex c eç ões . F O LH A - A Sor bonne r epr es enta a mentalidade polític a fr anc es a? MAT T O SO - A Sor bonne é c onhec ida por abr igar pr ofes s or es de dir eita, mas nos últimos anos tem hav ido um pr inc ípio de aber tur a, c om mais pes s oas de c entr o- es quer da. O c or po dis c ente, c omo de hábito, tem de tudo. T odas as univ er s idades fr anc es as s ão obr igadas a ter em c omo alunos pes s oas adv indas de todos os meios s oc iais . Katia Mattos o apos entou- s e c omo pr ofes s or a emér ita de his tór ia do Br as il em Par is 4 e lec ionou na U niv er s idade C atólic a de Salv ador e na U niv er s idade F eder al da Bahia. É autor a de " Ser Es c r av o no Br as il" ( Br as iliens e) . F onte: F olha de S.Paulo - 21/06/09. " Ser Es c r av o no Br as il" ( Br as iliens e) h t t p : //w w w .livrariaresp o st a.co m .b r/v2/p ro d u t o .p h p ? id =2985

U n iversid ad e d a C alif ó rn ia p o r L eo p o ld o B ern u cci Leia abaix o a entr ev is ta c onc edida por e- mail por Leopoldo Ber nuc c i. ( ESM) 1 A gr ev e na U SP, c omo em qualquer ins tituiç ão públic a, é um ins tr umento legítimo de r eiv idic aç ões tr abalhis tas . Mas , da maneir a c omo a " c ultur a da gr ev e" tem s ido des env olv ida e as s imilada, modo r ec or r ente nos últimos tempos na U SP, temo que ela tenha per dido o s eu r eal s ignific ado. D e modo ger al, uma gr ev e ex ige negoc iaç ões entr e as par tes e pede que es tas s ejam flex ív eis , pr átic as e, s obr etudo, r az oáv eis c om r es peito aos pontos r eiv indic ados . Por tanto, par ec e- me que tanto a adminis tr aç ão da univ er s idade quanto os func ionár ios dev er iam es tabelec er um c r onogr ama par a as negoc iaç ões e c onduz i- las de modo r es peitos o, r ealis ta e pr átic o. Pr átic o, por que as negoc iaç ões não podem s er inter mináv eis , e a U SP não pode c ontinuar par alis ada " ad infinitum" . 2 Q uanto à gr ev e, pr ofes s or es e alunos [da U niv er s idade da C alifór nia], nunc a nos env olv emos nes s as ativ idades . O s aumentos anuais de s alár ios dos pr ofes s or es - de, no máx imo, 2% a 2,5% par a todos [na U SP, os func ionár ios e pr ofes s or es em gr ev e pedem r eajus te de 16% mais um aumento de R $ 200 fix os ] e ainda por mér ito, c om bas e em c as os indiv iduais - dis tanc ia- s e do modelo br as ileir o. Além dis s o, os s alár ios não es tão r egulados por nenhum s indic ato. Q uando oc or r em gr ev es de func ionár ios , algo bas tante r ar o, elas nor malmente têm um pr az o es tabelec ido par a ter minar . As negoc iaç ões dur am pouc os dias e s e es tendem pela noite afor a, até que as duas par tes c heguem a um ac or do. É impens áv el v er alunos ou func ionár ios inv adindo ou des tr uindo as ins talaç ões da r eitor ia ou de outr as dependênc ias da adminis tr aç ão e, muito menos , a pr es enç a do c or po polic ial no c ampus . Por tanto, é o s entido pr átic o e de c oleguis mo que lev a todos a adotar em uma atitude c ons ens ual par a que as ativ idades s ejam nor maliz adas imediatamente e não pr ejudiquem o bom func ionamento das aulas e dos negóc ios da máquina adminis tr ativ a da univ er s idade. 3 O que pos s o afir mar é que os s is temas nor te- amer ic ano e br as ileir o s ão muito difer entes . Em pr imeir o lugar , as univ er s idades públic as dos EU A s ão todas pagas . O s bons alunos que não pos s uem meios de pagar a es c ola r ec ebem bols as par c iais ou integr ais dos gov er nos es tadual ou feder al. Mas c omo r egr a ger al todos têm que pagar matr íc ula anual e mens alidades par a o s us tento adequado da ins tituiç ão. C omo o s is tema de univ er s idades públic as v em r ec ebendo menos v er bas dos gov er nos nos últimos 20 anos nos EU A, as ins tituiç ões univ er s itár ias , na atualidade, têm que s er mais c r iativ as par a manter o s eu bom s us tento e o padr ão de qualidade. O s alunos têm muita fac ilidade par a obter empr és timos de agênc ias do gov er no feder al. U m dado c ur ios o, e que par ec e que ainda não foi muito c ompr eendido aqui no Br as il, é a par c er ia entr e a univ er s idade públic a e a empr es a pr iv ada. D aí nas c em ac or dos que benefic iam ambas as par tes , s em que s e c ompr ometa nec es s ar iamente a integr idade ac adêmic a e mor al da ins tituiç ão. H á um c er to mito - no Br as il e em toda a Amér ic a Latina- s egundo o qual es s a união des c ar ac ter iz a a boa imagem da univ er s idade públic a, quando, na v er dade, pr oduz efeitos muito pos itiv os . H oje em dia, nenhuma univ er s idade públic a dos EU A poder ia manter - s e s em o aux ílio de fundos de doaç ões pr iv adas . 4 N a U niv er s idade da C alifór nia, a es c olha do r eitor tem muito pouc o a v er c om as dec is ões dos div er s os gr upos que c ompõem a ins tituiç ão. O r eitor é es c olhido por uma c omis s ão de r egentes ( Boar d of R egents ) for mada por 26 membr os . D ez oito s ão nomeados pelo gov er nador da C alifór nia por um per íodo de 12 anos , um é um es tudante nomeado pelos r egentes e s ete s ão membr os " ex offic io" . A c omis s ão lev a em c ons ider aç ão a ex per iênc ia adminis tr ativ a e a v is ibilidade ac adêmic a do c andidato a r eitor . O pr oc es s o de c ontr ataç ão dos pr ofes s or es univ er s itár ios na U niv er s idade da C alifór nia s egue as mes mas pautas do pr oc es s o de outr as ins tituiç ões dos EU A, inc lus iv e as pr iv adas . As v agas s ão anunc iadas public amente, for ma- s e uma c omis s ão par a ex aminar as s olic itaç ões , r ealiz a- s e uma tr iagem no final do pr oc es s o, e os tr ês finalis tas s ão c onv idados par a entr ev is tas de dois ou tr ês dias no c ampus univ er s itár io. C omo par te da entr ev is ta, o c andidato dá uma c onfer ênc ia aber ta ao públic o. N or malmente, o c andidato es c olhido as s ina um c ontr ato de s eis anos e, nes s e per íodo, pr epar a- s e par a a s ua efetiv aç ão - que lhe é outor gada s omente após pas s ar por duas fas es de av aliaç ão das tr ês ár eas ( ens ino, pes quis a e s er v iç o adminis tr ativ o) e, logic amente, s er apr ov ado. R ec ebendo a s ua efetiv aç ão ( " tenur e" ) , o pr óx imo pas s o ( " full pr ofes s or " ) no pr oc es s o das pr omoç ões da c ar r eir a univ er s itár ia s e dá entr e s ete e dez anos mais tar de. N es s a última etapa, há outr a av aliaç ão s emelhante à já r ealiz ada par a a efetiv aç ão do pr ofes s or , c om duas c omis s ões de par ec er , uma inter na e outr a ex ter na ao depar tamento do c andidato. 5 A U SP, em s eu c onjunto, c ontinua s endo a ins tituiç ão ac adêmic a mais pr es tigios a do Br as il nos EU A. C omo tal, s e define c omo um modelo ex emplar de ins tituiç ão ac adêmic a que c oaduna de for ma equilibr ada ens ino e pes quis a. Leopoldo Ber nuc c i é pr ofes s or de es tudos latino- amer ic anos na U niv er s idade da C alifór nia, em D av is . F oi pr ofes s or v is itante na U SP e também lec ionou nas univ er s idades Yale, do C olor ado e do T ex as ( EU A) . É autor de " A Imitaç ão dos Sentidos " ( Edus p) , entr e outr os liv r os . F onte: F olha de S.Paulo - 21/06/09. " A Imitaç ão dos Sentidos " ( Edus p) h t t p : //w w w .ed u sp .co m .b r/d et livro .asp ? id =41943

N ão d eixem d e en viar su as m en sag en s at ravés d o “ F ale C o n o sco ” d o sit e. h t t p : //w w w .f acu ld ad em en t al.co m .b r/f ale.p h p

Loading...

"show" dos reis da logística - FM - Faculdade Mental

e ditor ia l buscar: TODAS AS COLUNAS O K G ER AL c a ntinho do hum or c oluna do c a na lha 03/03/2018 O CARNAVAL ACABOU, MAS MUITA GENT...

209KB Sizes 3 Downloads 11 Views

Recommend Documents

dos reis da logística - FM - Faculdade Mental
Nenhum efeito teratogênico (indução de malformações) foi observado nos camundongos e ratos utilizados. Até há pouco essa

herros - FM - Faculdade Mental
TURMA DA MÔNICA JOVEM Na edição de número 4 da revista. Mônica e Cebolinha se beijam pela primeira vez. Os gibis devem c

rapidinhas - FM - Faculdade Mental
Feb 13, 2010 - Mônica Bergamo (Daniel Bergamasco) - Fonte: Folha de S.Paulo - 11/02/10. CARNAVAL DE RIO E SP É ... tocar

rapidinhas - FM - Faculdade Mental
Avança, na primeira parte, sobre o princípio da inafastabilidade da jurisdição. Vincula tais ideias ao Estado de Dir

herros - FM - Faculdade Mental
Os líderes do G-20 não se aprofundaram nos assuntos mais importantes para o futuro da economia global: a regulação m

Tourist Guide - Angra dos Reis - Brazil
the Semana de Arte Moderna (Modern Art Week) held in Brazil in 1922. The event represented the emancipation of Brazilian

Faculdade da Cidade
Sistema Informatizado para Gestão de Ouvidorias .... AR, Atividades Complementares, Baixa de Parcelas, Biblioteca, Certi

Biblioteca - Faculdade Adventista da Bahia
Nestes bancos de dados são disponibilizados textos completos de artigos, Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), Disser

dias-dos-reis-e-miranda-santos
... http://cadeempresa.com/endereco/multi-clinica-de-fonoaudiologia-e-psicologia-ltda-me/05900603000163/ ...... http:/

Decision Support in Ophthalmology Pedro dos Reis - Estudo Geral
... e o perímetro HFA-II) e, finalmente, os módulos de integração desenvolvidos para os equipamentos AT550, CT-80 e